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Energia Solar Fotovoltaica para uso residencial na zona urbana
Kit de Energia Solar Fotovoltaica para uso residencial na zona
rural
Energia Solar Térmica Residencial
Energia Solar para Iluminação Pública
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Energia Solar Fotovoltaica para uso residencial na zona urbana |
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Aplicação
Os painéis fotovoltaicos podem ser
usados nas cidades para gerar energia elétrica de forma
complementar àquela normalmente disponível através da rede
elétrica. Podem ser instalados de forma distribuída em telhados
de residências e prédios, ou podem formar grandes usinas
fotovoltaicas, menos comuns em áreas urbanas devido ao elevado
custo do terreno para montagem dos painéis. Nas residências o
uso mais típico é gerar energia enquanto a luz do sol está
brilhando e caso não haja demanda na própria residência neste
instante, a sobra pode ser exportada para a rede elétrica (ver
nota). Menos comum, mas mais adequado para o momento atual no
Brasil, seria armazenamento da energia em um banco de baterias
para uso durante o período de racionamento ou o apagão.
Como
Funciona?
É bastante comum confundir-se os painéis
fotovoltaicos com coletores solares térmicos. Estes últimos são
utilizados para aquecimento de água enquanto os primeiros são
utilizados para geração de energia elétrica. Os painéis são
constituídos de módulos fotovoltaicos conectados de forma a
gerar a quantidade de energia necessária. A energia gerada pelos
painéis fotovoltaicos é então, transformada para o padrão de
energia utilizado nas residências, através de um equipamento
eletrônico chamado inversor. O inversor permite que qualquer
eletro-doméstico seja utilizado mas deve-se reduzir estes
equipamentos ao mínimo essencial em função do custo do sistema.
Condicionadores de ar, chuveiros elétricos, ferros elétricos,
fornos micro-ondas e outros vilões do consumo de energia devem
estar fora deste leque de equipamentos essenciais. Lâmpadas
eficientes e aparelhos de rádio e televisão, entre outros
equipamentos de baixo consumo, são os mais apropriados. Para
garantir o suprimento em caso de racionamento é necessário o uso
de um banco de baterias.
Quanto custa?
Sistemas fotovoltaicos não são baratos e se
considerarmos os preços normais do mercado de energia elétrica
no Brasil, tendem a ser inviáveis nas zonas urbanas. No entanto,
durante o período em que vigorou o racionamento, o Governo
estabeleceu tarifas diferenciadas para os maiores consumidores e
metas de redução de consumo, estimulando a geração própria. Um
sistema pequeno, pode custar a partir de R$1.500,00, estando
limitado pela área disponível nos telhados para instalação, as
características do sistema elétrico existente no prédio e os
critérios técnicos a serem estabelecidos pelas concessionárias.
Quais
são as Vantagens?
· Menor agressão ao meio ambiente
já que a expansão da geração no Brasil será feita em grande
parte a partir do gás natural, um recurso energético limitado e
que também contribui para o aquecimento global.
Redução da conta de energia.
Suprimento independente para usos
essenciais mesmo em períodos de corte ou falta de energia de
longa duração (superiores a um dia).
Qual
é a contribuição para redução da conta de energia elétrica?
O sistema fotovoltaico residencial urbano pode
contribuir de duas formas para a redução da conta de energia
elétrica: gerando energia enquanto o sol brilha e exportando a
energia excedente para a rede elétrica - redução de consumo; ou
armazenando a energia em baterias, para uso em períodos durante
os quais a energia convencional não está disponível, como
aconteceria recentemente se o apagão tivesse ocorrido. Sistemas
de não interrupção, também conhecidos como no-breaks, também
poderiam atender estas situações, porém precisam estar
constantemente em carga e, se por uma lado garantem a
alimentação de sistemas essenciais, por outro podem aumentar o
consumo de energia, quando o objetivo é a sua redução. Caso
cortes de longa duração se verifiquem (superiores a um dia) a
única solução é dispor de uma fonte auxiliar de energia, como um
sistema fotovoltaico.
Quem
já faz uso desta tecnologia?
Muitas pessoas não sabem mas, em países como
Estados Unidos, Japão e Alemanha, muitas casas situadas em áreas
urbanas de grandes cidades como Los Angeles e Berlim, por
exemplo, já possuem, instalados em seus telhados, painéis
fotovoltaicos que geram energia elétrica. Esta energia pode
contribuir para a redução da conta de energia e até mesmo ser
vendida, quando a produção supera o consumo. Nestes países estes
programas ainda contam com apoio governamental mas é crescente o
número de pessoas que mesmo sem este apoio decidem implantar
sistemas em seus telhados, quase sempre motivados pela escolha
de um sistema de geração de energia menos agressivo ao meio
ambiente.
Instalação
A instalação do sistema de geração é normalmente
muito simples.
1. O painel é fixado no telhado da residência;
2. Um local ventilado e de acesso restrito deve ser identificado
para instalação dos componentes eletrônicos de controle e das
baterias (se necessárias); e
3. Um circuito elétrico auxiliar deve ser instalado, permitindo
que alguns equipamentos e pontos de luz possam ser ligados.
A produção de energia é proporcional a quantidade
de sol recebido pelos módulo fotovoltaicos, portanto os locais
ideais para instalação são aqueles com incidência de sol,
durante todo o ano, no período compreendido entre 9:00 e 16:00.
Caso a insolação do local seja inferior ao ideal, a quantidade
de energia será menor e seu custo mais elevado.
Módulos fotovoltaicos são robustos e sua vida útil estimada é de
vinte anos.
Nota: O Brasil ainda não possui instrumentos
regulatórios (normas) específicos para sistemas solares
conectados a rede elétrica. No entanto, a ANEEL, através da
resolução nº 112 de 1999, solicita que todo projeto de energia
solar seja registrado através de formulário específico que
estabelece os requisitos necessários à obtenção de Registro ou
Autorização para a implementação, ampliação ou repotenciação de
centrais geradoras.
Mais
informações
Cresesb
Green Solar
Florida Solar Energy Center
NREL
ISES - The International Solar Energy Society
WIRE - World Wide Information System of Renewable Energy
Heliodinâmica
Solar Brasil
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Energia Solar Fotovoltaica para uso residencial na zona urbana |
Aplicação
Dentre as diversas alternativas oferecidas pelos
painéis fotovoltaicos, está a possibilidade de se montar um kit
para energização de residências em áreas rurais não atendidas
por redes elétricas convencionais, garantindo o suprimento de
eletricidade para usos essenciais. Este sistema pode ser
bastante semelhante àquele que pode gerar energia na zona urbana
, com algumas particularidades como o uso obrigatório de
baterias para o armazenamento de energia. Mas em tempos de risco
de Apagão, o mesmo pode representar a garantia de suprimento de
equipamentos básicos nos centros urbanos. Um sistema projetado
para suprir lâmpadas eficientes e alguns outros aparelhos de
baixo consumo pode fazer significativa diferença na qualidade de
vida da população que vive nas zonas rurais. A energia gerada
pelo painel durante o dia é armazenada em uma ou mais baterias
para uso no período noturno . Dependendo da potência do sistema
e dos acessórios, o mesmo pode ser facilmente transportado e
instalado em outra residência .
Como funciona?
É bastante comum confundir-se os painéis
fotovoltaicos com coletores solares térmicos. Estes últimos são
utilizados para aquecimento de água enquanto os primeiros são
utilizados para geração de energia elétrica. Os painéis são
constituídos de módulos fotovoltaicos (foto) conectados de forma
a gerar a quantidade de energia necessária. Quando desejado, a
energia gerada pelo kit pode ser transformada para o padrão de
energia utilizado nas residências, através de um equipamento
eletrônico chamado inversor. O inversor permite que a maioria
dos eletro-doméstico seja utilizado como se estivesse conectado
a rede convencional mas deve-se reduzir estes equipamentos ao
mínimo essencial em função do custo do sistema. Condicionadores
de ar, chuveiros elétricos, ferros elétricos, fornos micro-ondas
e outros vilões do consumo de energia devem estar fora deste
leque de equipamentos essenciais. Lâmpadas eficientes e pequenos
aparelhos de rádio e televisão, entre outros equipamentos de
baixo consumo, são os mais apropriados.Refrigeradores de pequena
capacidade também podem funcionar normalmente dependendo da
potência do inversor e da capacidade(tamanho) do sistema
fotovoltaico.
Quanto custa?
Sistemas fotovoltaicos não são baratos e em
condições normais do mercado de energia elétrica no Brasil
tendem a ser inviáveis nas zonas urbanas. No entanto, nas zonas
rurais, os sistemas fotovoltaicos podem representar uma
alternativa mais econômica de fornecimento quando comparados com
o custo para se levar uma rede elétrica convencional até a
residência a ser eletrificada. Principalmente nos casos de
residências com baixo consumo de energia, como é comum nas zonas
rurais, os custos de um sistema fotovoltaico de pequeno porte
costumam ser inferiores aos custos de se instalar posteação e
cabos elétricos por vários quilômetros até os locais de
fornecimento.
O custo de um sistema fotovoltaico está
diretamente associado com a sua potência. A medida de potência
dos painéis é baseada em uma unidade diferente da convencional e
que está relacionada com a intensidade instantânea do sol. Para
facilitar a compreensão, citamos abaixo uma tabela que indica
sistemas típicos e suas aplicações.
Cada fornecedor possui kits dimensionados em
função de sua linha de produtos e os números apresentados abaixo
são apenas indicadores. Para se ter uma estimativa do custo
basta multiplicar a potência(Wp) pelo custo médio do mercado,
hoje em torno de R$ 30,00/Wp. Um sistema nível 3 , por exemplo
custaria R$ 2.100,00.
|
Nível 1
|
Nível 2
|
Nível 3
|
Nível 4
|
Nível 5
|
|
Serviço
|
Uso
|
Serviço
|
Uso
|
Serviço
|
Uso
|
Serviço
|
Uso
|
Serviço
|
Uso
|
|
1
lâmpada |
4
|
2
lâmpadas |
6
|
3
lâmpadas |
7
|
4
lâmpadas |
11
|
5
lâmpadas |
17
|
|
rádio |
5
|
rádio |
5
|
rádio |
4
|
rádio |
8
|
rádio |
8
|
|
|
|
|
|
TV ou
gravador |
3
|
TV ou
gravador |
3,5
|
TV
colorida |
3,5
|
|
|
|
|
|
|
|
Outros Usos |
50
|
Antena Parabólica |
3,5
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Outros usos |
145
|
| |
Nível 1
|
Nível 2
|
Nível 3
|
Nível 4
|
Nível 5
|
Média
|
Potência do Sistema
(Wp) |
15
|
25
|
70
|
140
|
280
|
90
|
|
Tipo
3[3] |
DC
|
DC
|
DC
|
AC
|
AC
|
---
|
|
Consumo diário (Wh/dia) (kwh/mês) |
39 (1,2)
|
61 (1,9)
|
186 (5,6)
|
334 (10,0)
|
634
(624)
|
219 (606)
|
Lâmpadas 6-15 Watts, Rádio 3-5 Watts, TV P&B 35 Watts,
Liquidificador 300 Watts, TV Colorida 70 Watts, Antena
Parabólica 20 Watts, Ventilador 20 Watts.
Esta coluna refere-se aos níveis médios
ponderados para o consumo mensal e para a potência do sistema,
calculados pelo Winrock e não contidos no estudo original.
Os sistemas podem operar em corrente
alternada(AC), alimentando equipamentos facilmente disponíveis
no mercado(110V/220V). Para sistemas AC, utilizou-se a
estimativa de uma eficiência de 95% para o inversor.
Alternativamente, os sistemas podem operar em 12V corrente
continua(DC). Esta configuração é mais comum para os sistemas de
pequeno porte.
Quais são as vantagens?
Menor agressão ao meio ambiente já que a
expansão da geração no Brasil será feita em grande parte a
partir do gás natural, um recurso energético limitado e que
também contribui para o aquecimento global.
Redução da conta de energia, embora com efeito
muito pequeno em termos percentuais (um kit básico de 50 Wp é
capaz de gerar em torno de 5,6 kWh/mês).
Suprimento independente para usos essenciais
mesmo em períodos de corte de longa duração (superiores a um
dia).
Quem já faz uso desta tecnologia?
Estes sistemas distribuídos predominam para
aplicações em zonas rurais. Estima-se hoje que, através de
centenas de projetos, em torno de 1,3 milhão de sistemas
residenciais já foram instalados em países em desenvolvimento,
somando 40 MWp de potência, ou seja, uma média de 30 Wp por
sistema. Aproximadamente 79% destes sistemas pertencem ao
próprio usuário, 13% pertencem a concessionárias e o restante
pertence a cooperativas ou empresas privadas. Atualmente 250.000
novos sistemas estão sendo instalados anualmente, um terço
destes através de programas subsidiados por doadores ou governos
e os outros dois terços através de venda direta. Na zona rural,
estes sistemas podem ser muito mais baratos do que a extensão da
rede elétrica e muitas vezes é a única opção disponível a curto
e médio prazos.
Instalação
A instalação do sistema de geração é normalmente
muito simples.
1. O painel é fixado no telhado da residência;
2. Um local ventilado e de acesso restrito deve ser identificado
para instalação dos componentes eletrônicos de controle e das
baterias;
3. Um circuito elétrico auxiliar deve ser instalado, permitindo
que alguns equipamentos e pontos de luz possam ser ligados em
toda a extensão do prédio ou residência.
Só deve pensar em instalar um sistema fotovoltaico, aqueles
consumidores que residem em prédios ou domicílios não sombreados
entre as 09:00 e 16:00 hs ao longo de todo o ano.
Módulos fotovoltaicos são robustos e podem durar
mais de 20 anos.
Mais
informações:
Cresesb
Green Solar
Florida Solar Energy Center
NREL
ISES - The International Solar Energy Society
WIRE - World Wide Information System of Renewable Energy
Heliodinâmica
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Energia Solar
Térmica Residencial |
Aplicação
Os sistemas de aproveitamento da solar térmica de
uso residencial têm como aplicação básica o aquecimento de água
para uso geral, principalmente para banho, seja por meio de
chuveiros ou banheiras. Também pode ser usado para aquecimento
de água para cozinha, lavanderia e piscinas. Sua principal
utilidade é substituir ou complementar os sistemas elétricos ou
sistemas de aquecimento a gás (chuveiros e boilers).
Como funciona?
Um sistema básico de aquecimento de água por
energia solar é composto de placas coletoras solares e um
reservatório térmico. As placas coletoras são responsáveis pela
absorção da radiação solar. O calor das placas é transmitido
para a água que circula no interior de suas tubulações,
normalmente feitas de cobre. O reservatório térmico é um
recipiente para armazenamento da água aquecida. São cilindros de
cobre ou aço inoxidável isolados termicamente. O isolamento
proporciona que a água permaneça aquecida e pronta para o uso a
qualquer hora do dia.
Quanto custa?
Os valores
abaixo são estimados, podendo sofrer variação de acordo com o
local, porte do projeto e a qualidade dos equipamentos
utilizados. Considerou-se que cada indivíduo toma dois banhos
por dia com um tempo médio de 10 minutos, além do uso de água
quente na cozinha:
Tamanho da Família 2 pessoas 4 pessoas 6 pessoas
Valor estimado R$ 1.200,00 R$ 1.870,00 R$ 2.890,00
Estes preços são apenas ilustrativos, não incluindo frete e
instalação (mão de obra e materiais e acessórios hidráulicos).
Quais são as vantagens?
Menor agressão
ao meio ambiente já que a expansão da geração no Brasil será
feita em grande parte a partir do gás natural, um recurso
energético limitado e que também contribui para o aquecimento
global.
Redução da conta de energia.
Suprimento
independente para usos essenciais mesmo em períodos de corte ou
falta de energia de longa duração (superiores a um dia).
O uso de um
sistema para uma família de 4 pessoas pode representar uma
economia de até 200 kWh / mês, o que significa uma redução de
até 48 reais nos gastos com energia elétrica. Com isso, pode-se
recuperar o investimento inicial de compra e instalação do
equipamento em aproximadamente 4 ou 5 anos.
Qual é a
contribuição para redução da conta de energia elétrica?
O setor residencial responde por 24% do consumo total de energia
elétrica no país e dentro deste setor, tem-se uma participação
média de 26% do consumo total atribuído ao aquecimento de água,
participação inferior somente ao da refrigeração. Portanto,
conclui-se facilmente que apenas o aquecimento de água para
banho em residências brasileiras é responsável por mais de 6% de
todo o consumo nacional de energia elétrica. Os sistemas solares
térmicos agem junto a esta imensa demanda de energia, reduzindo
assim o consumo.
Quem já faz uso desta tecnologia?
O Brasil já
possui 1,2 milhões de m2 de coletores solares instalados em
residências, hospitais, hotéis, indústrias, entre outros.
Instalação
A complexidade e
o custo da instalação de sistemas de aquecimento solar podem
variar em função do tipo de residência em questão, da
localização da mesma e da existência ou não de sistema de
tubulação específico para água quente. Existem diversas
empresas, representantes das marcas mais importantes,
capacitadas para executar o serviço de instalação de forma
satisfatória (ver lista).
Mais
informações:
Soletrol
Green Solar
Procel
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Energia Solar
para Iluminação Pública |
Aplicação
Os painéis fotovoltaicos podem ser usados nas
cidades para gerar energia elétrica de forma complementar àquela
normalmente disponível através da rede elétrica. Podem ser
instalados de forma distribuída em telhados de residências e
prédios, ou podem formar grandes usinas fotovoltaicas, menos
comuns em áreas urbanas devido ao elevado custo do terreno para
montagem dos painéis. Nas residências o uso mais típico é gerar
energia enquanto a luz do sol está brilhando e caso não haja
demanda na própria residência neste instante, a sobra pode ser
exportada para a rede elétrica (ver nota). Menos comum, mas mais
adequado para o momento atual no Brasil, seria armazenamento da
energia em um banco de baterias para uso durante o período de
racionamento ou o apagão.
Como Funciona?
É bastante comum confundir-se os painéis
fotovoltaicos com coletores solares térmicos. Estes últimos são
utilizados para aquecimento de água enquanto os primeiros são
utilizados para geração de energia elétrica. Os painéis são
constituídos de módulos fotovoltaicos conectados de forma a
gerar a quantidade de energia necessária. A energia gerada pelos
painéis fotovoltaicos é então, transformada para o padrão de
energia utilizado nas residências, através de um equipamento
eletrônico chamado inversor. O inversor permite que qualquer
eletro-doméstico seja utilizado mas deve-se reduzir estes
equipamentos ao mínimo essencial em função do custo do sistema.
Condicionadores de ar, chuveiros elétricos, ferros elétricos,
fornos micro-ondas e outros vilões do consumo de energia devem
estar fora deste leque de equipamentos essenciais. Lâmpadas
eficientes e aparelhos de rádio e televisão, entre outros
equipamentos de baixo consumo, são os mais apropriados. Para
garantir o suprimento em caso de racionamento é necessário o uso
de um banco de baterias.
Quanto custa?
Sistemas fotovoltaicos não são baratos e se
considerarmos os preços normais do mercado de energia elétrica
no Brasil, tendem a ser inviáveis nas zonas urbanas. No entanto,
durante o período em que vigorou o racionamento, o Governo
estabeleceu tarifas diferenciadas para os maiores consumidores e
metas de redução de consumo, estimulando a geração própria. Um
sistema pequeno, pode custar a partir de R$1.500,00, estando
limitado pela área disponível nos telhados para instalação, as
características do sistema elétrico existente no prédio e os
critérios técnicos a serem estabelecidos pelas concessionárias.
Quais são as Vantagens?
· Menor agressão ao meio ambiente
já que a expansão da geração no Brasil será feita em grande
parte a partir do gás natural, um recurso energético limitado e
que também contribui para o aquecimento global.
Redução da conta de energia.
Suprimento independente para usos
essenciais mesmo em períodos de corte ou falta de energia de
longa duração (superiores a um dia).
Qual é a contribuição para redução da conta de energia elétrica?
O sistema fotovoltaico residencial urbano pode
contribuir de duas formas para a redução da conta de energia
elétrica: gerando energia enquanto o sol brilha e exportando a
energia excedente para a rede elétrica - redução de consumo; ou
armazenando a energia em baterias, para uso em períodos durante
os quais a energia convencional não está disponível, como
aconteceria recentemente se o apagão tivesse ocorrido. Sistemas
de não interrupção, também conhecidos como no-breaks, também
poderiam atender estas situações, porém precisam estar
constantemente em carga e, se por uma lado garantem a
alimentação de sistemas essenciais, por outro podem aumentar o
consumo de energia, quando o objetivo é a sua redução. Caso
cortes de longa duração se verifiquem (superiores a um dia) a
única solução é dispor de uma fonte auxiliar de energia, como um
sistema fotovoltaico.
Quem já faz uso desta tecnologia?
Muitas pessoas não sabem mas, em países como
Estados Unidos, Japão e Alemanha, muitas casas situadas em áreas
urbanas de grandes cidades como Los Angeles e Berlim, por
exemplo, já possuem, instalados em seus telhados, painéis
fotovoltaicos que geram energia elétrica. Esta energia pode
contribuir para a redução da conta de energia e até mesmo ser
vendida, quando a produção supera o consumo. Nestes países estes
programas ainda contam com apoio governamental mas é crescente o
número de pessoas que mesmo sem este apoio decidem implantar
sistemas em seus telhados, quase sempre motivados pela escolha
de um sistema de geração de energia menos agressivo ao meio
ambiente.
Instalação
A instalação do sistema de geração é normalmente
muito simples.
1. O painel é fixado no telhado da residência;
2. Um local ventilado e de acesso restrito deve ser identificado
para instalação dos componentes eletrônicos de controle e das
baterias (se necessárias); e
3. Um circuito elétrico auxiliar deve ser instalado, permitindo
que alguns equipamentos e pontos de luz possam ser ligados.
A produção de energia é proporcional a quantidade
de sol recebido pelos módulo fotovoltaicos, portanto os locais
ideais para instalação são aqueles com incidência de sol,
durante todo o ano, no período compreendido entre 9:00 e 16:00.
Caso a insolação do local seja inferior ao ideal, a quantidade
de energia será menor e seu custo mais elevado.
Módulos fotovoltaicos são robustos e sua vida útil estimada é de
vinte anos.
Nota: O Brasil ainda não possui instrumentos
regulatórios (normas) específicos para sistemas solares
conectados a rede elétrica. No entanto, a ANEEL, através da
resolução nº 112 de 1999, solicita que todo projeto de energia
solar seja registrado através de formulário específico que
estabelece os requisitos necessários à obtenção de Registro ou
Autorização para a implementação, ampliação ou repotenciação de
centrais geradoras.
Mais
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